quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A crise...

Acordamos todas as manhãs...e vemos a vida que levamos a ser estrangulada pela Matrix.
A Matrix, conjunto de processos pensados, deliberadamente estruturados de forma a que actue com um íman para manter acordadas as nossas emoções e sentidos. Constantemente mantêm-nos sem força e desiguais. Eleva-nos os Ego, esmaga a esperança.
Podem achar que é uma visão péssimista e sem sentido, mas pura e simplesmente deixo uma pergunta...qual o Sentido da Vida?
Qual Monthy Pythons com uma verdade irónica...mas pura! A Matrix mantém a crise, cria a crise e faz-nos acreditar que é norma, que é real! Uma verdadeira Inception que nos molda o cérebro, e faz-nos crer que o que percepcionamos é real, não será antes um logro aos nossos sentidos, eles próprios logro de nós mesmos? O sonho do sonho!
Numa qualquer esquina ecoa nos meus ouvidos, um qualquer Roger Waters no psicadelismo social de "Comfortably Numb", mas mantendo a esperança de nos deixar faísca de "Each small candle lights a corner of the dark", numa consciência cada vez mais apertada e ilusória...
Numa épica história, a Musa, indica o camninho social, de "Rise", levantar e lutar, contra o Mind Control, de não sermos controlados e forçados a fazer o que não nos é destinados como Seres Humanos...e reescrevermos o "Sentido da Vida"!!

sexta-feira, 12 de março de 2010


Perdemos muitas vezes o nosso tempo a pensar em como perder tempo. E o mais incrível é que somos bem sucedidos!
A vastidão do Universo é tal que não temos a noção do minúsculo ponto que somos, da insignificância do ser humano, que age como se o centro do mundo medieval não estivesse assim tão longe, se Galileu não tivesse existido...
Ao admirar as paisagens Himalaias, e ao sentir a sua força e imensidão, elas também um ponto no Universo, ficamos pequenos, despidos, sem a energia antropocentrica que nos guia nesta estrada da vida mundana, esquecemos que só o nosso interior consegue igualar a força dos Himalaias e num fim iluminado ter a perfeita noção una com o imenso Universo!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Nepal


Ainda estou um pouco deslocado!
15 dias em Kathmandu e parece que estive um mês fora. Outra realidade, diferente dos nossos padrões sociais do ocidente...mas com magia, com muita força!
Tive a multipla sorte de ficar hospedado em Boudhanath, coração tibetano do Nepal, apenas a uns escassos 50m do Stupa que quase toca o céu...ou será que não toca? ou é o céu? Inúmeros Mosteiros rodeiam Boudha, cheguei dia 13 de Fevereiro, um dia antes do Losar, agora imaginem acordar às 3H00M da manhã, com o Mosteiro que tinha encostado aos muros do Hotel e ouvir o começo do novo ano do Tigre de Ferro 2137, Tambores, Cornetas e Orações a fluirem pela noite de Boudhanath, numa experiência tão intensa e forte que só de pensar ainda me arrepio...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pela Paz!


Sendo hoje, 5 de Agosto de 2009 um dia especial, de lua cheia, gostaria de oferecer a todos os seres um Stupa...como não o vou construir, deixo aqui a foto do Stupa que está na Serra do Caldeirão no Algarve.

Que todos os seres sejam felizes, livres de sofrimento e sigam sem dúvida o caminho para a Iluminação!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Guru Rinpoche


Hoje celebra-se o dia do nascimento de Padmasambhava, ou Guru Rinpoche como era conhecido pelos tibetanos. Hoje é um dia importante para ter sempre presente o nosso Mestre e vê-lo como Guru Rinpoche. Devemos pensar pelo menos 3 vezes durante o dia e 3 vezes à noite em Guru Rinpoche.

"At sunrise, Guru Rinpoche is miraculously born amidst dazzling radiance in a lotus bed on Lake Danakosha. Turning the Wheel of Dharma for the Dakinis, he is know as Guru Tsokyé Dorjé." (in Rigpa Tibetan Calendar 2009-2010)

A Oração em Sete Versos

Hung Orgyen yul gyi nup chang tsam

Hung Na fronteira noroeste do país de Oddiyana

pema kesar dongpo la

no coração de um lótus erigido sobre a sua caule

ya tsen chok gi ngö drup nyé

haveis obtido a maravilhosa realização suprema

pema jungné shyé su drak

venerado sob o nome de Nascido-do-Lótus

khor du khandro mangpö kor

estais rodeado de inúmeras dakinis

khyé kyi jé su dak drup kyi

seguindo os vossos passos, possa eu alcançar a iluminação

chingyi lap chir shek su sol

ouvi a minha súplica: vinde e abençoai-me!

Guru Pema Siddhi Hung


(Tradução in Wangyal, Pema "Diamantes de Sabedoria", 2002 Âncora Editora Lisboa)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

To Cherish All Life

Buddha (563-483 B.C.)

For fear of causing terror to living beings...let the Bodhisattva who is disciplining himself to attain compassion refrain from eating flesh.

Meat is food for ferocious beasts:
Improper to eat-so said the Buddha.

and:

In future meat eaters, speaking out of ignorance,
Will pretend that the Buddha said,
"It is permissible to eat meat, there is no sin in this."

If, bereft of compassion and wisdom, you eat meat,
You have turned your back on liberation

(in the Lankavatara Sutra)

Jesus (3 A.D.-36 A.D.)

And the flesh of slain beasts in this body will become his own tomb.
For i tell you truly, he who kills, kills himself and whose eats the flesh
of slain beasts eats the body of death.

(from The Gospel of Peace)

(in Food for Thought, Éditions Padmakara, Saint-Léon-sur-Vézère)

domingo, 26 de julho de 2009

Impermanência

A impermanência é algo que está sempre presente. Tudo o que somos, fazemos ou tudo o que existe, tem a impermanência no seu espectro. É algo que tem que deve estar sempre presente na nossa mente.

"Sempre que perdemos a perspectiva ou nos deixamos dominar pela preguiça, reflectir sobre a morte e sobre a impermanência traz-nos de volta à verdade:

O que é nascido morrerá,
O que foi reunido será disperso,
O que foi acumulado esgotar-se-á,
O que foi construído ruirá,
O que esteve no alto descerá.


Todo o universo, dizem-nos agora os cientistas, nada mais é do que mudança, actividade e movimento, é uma totalidade de fluxos que serve de base a todas as coisas:

Cada interacção subatómica consiste na aniquilação
das partículas originais e na criação de novas.
O mundo subatómico é uma contínua dança de criação e aniquilação,
de massa a transformar-se em energia e vice-versa.
As formas transitórias faiscam para dentro e para fora da existência,
dando origem a uma infindável e sempre renovada realidade criada
"

in Sogyal Rinpoche, "O Livro Tibetano da Vida e da Morte", 1993, Prefácio, Lisboa